domingo, 28 de dezembro de 2008

Montevideo

Prédios de arquitetura clássica, a cidade beira o Rio da Prata com um charme incrível, a primeira vista tudo parece estar bem por alí, parece que há um equilíbrio entre o velho e o novo, carros antiqüissimos circulam pelas ruas ao lado de pequenos automóveis com desenhos arredondados e logotipos japoneses, coreanos e chineses.
Porém ao olhar mais de perto a frágil economia uruguaia parece estar sucumbindo à crise, depois de crescer vertiginosamente nos últimos anos com um governo de centro-esquerda, há um certo desespero no ar, os jornais falam de quedas enormes na produção, a crise veio acompanhada de uma seca intensa que comprometeu a produção agrícola. E a população jovem que é escassa não parou de deixar o país. Na verdade o Uruguai está se tornando um lugar de velhos, mais de 1 milhão de habitantes tem mais de 60 anos, em um país de 3 milhões de pessoas que teve uma evasão de 200 mil jovens nos últimos anos antes do governo atual.
Em feiras de rua é possível comprar de tudo, qualquer objeto é vendido na "Feria de Tristan Navaja", e é incrível como há antiguidades nessa cidade! Quer dizer, há velharias e antiguidades, é bem difícil definir isso por aqui...

Mas sim escuta-se música por todos os cantos do tango tocado por violonistas no Mercado do Porto passando pelo Candombé (música negra do carnaval local) e Murga das feiras de rua até o hip-hop que se faz em palcos na Cidade Vieja, Montevideo para mim é aberta e é toda esperança.

4 comentários:

Ricardo disse...

Caetano;
Está prevista a passagem do Rally Dakar 2009, em 15 de janeiro em Fiambala - Catamarca (Argentina). Lá existiam umas "viñas" - plantação de uvas - e uma "cuenca" (passagem na cordilheira para o Chile). Haviam muitos chilenos fugidos do Pinochet - 1974 - reunidos numa pesarosa missa em capela, enquanto na rádio se ouvia o "buzinasso" - festejos na rua em carreata - do lado de lá, do Chile, "celebrando" a ditadura implantada. Fiquei hospedado numa casa no centro da cidade e à noite saí em solitário caminhar, tendo ultrapassado os limites urbanos, até que comecei a chutar ossos - despropositadamente e sem o perceber, até ali -; no café da manhã soube da existência de antigo cemitério da cidade - abandonado (!?) -. Foi onde passei um dia de feriado: "Dia do Estudante", numa viña dos tios de um oriundo local - Luis Villagran - estudante de ciências sociais, da Universidade Federal de Córdoba, Argentona. No caminho tive o dissabor de uma revista policial - "germanderia" - que me revistou; após apresentar apenas o meu R.G. - com os braços sobre o ônibus - obtive a informação de que seria levado dali; naquele apuro me lembrei da filha do governador - daquela província - que morava em frente ao nosso apartamento em Córdoba - Avenida Chacabuco - que por ser diabética me acionava para fazer injeções de insulina em seu subcutâneo profundo; foi citando seu pai que me livrei da situação, fazendo-os crer que realmente tinha vínculos consistentes no país: por ser uma região fronteiriça, era supostamente estratégica à "Operação Condor" - de colaboração entre os países da região, em regime de ditadura -.
Abraços do Ricardo.
Em tempo: já enviei uma carta no nome desse meu amigo - devolvida, por inexistência do destinatário - e na web está difícil localiza-lo.

Ricardo disse...
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Ricardo disse...
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Ricardo disse...

Caetano - favor deletar um dos textos; tentei editar o original, mas foi repetido ipsi-literi. Grato; Ricardo.
Em Tempo: feliz ano novo.